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"Eleve sempre tudo ao mais alto nível"

- Alex Sanders

Bem-vindo(a) a página oficial em língua Portuguesa da Tradição Alexandrina da Witchcraft (Linha de Boston/Maxine Sanders). Esta página visa informar e clarificar vários aspectos da Wicca Alexandrina, bem como servir de contacto para esclarecimento de questões. Não hesite em usar o nosso formulário de contacto e de ler o nosso Blog "O Alexandrino" onde poderá encontrar textos redigidos pelo Corpo Sacerdotal da Tradição.

Origens da Tradição Alexandrina da Wicca

Este texto foi escrito há já algum tempo. A medida que os anos foram passando ele foi re-escrito e re-ajustado para reflectir de forma mais clara, os princípios fundamentais da Tradição Alexandrina da Witchcraft. Existem alguns que por uma razão ou por outra, não se interessam pela definição destes princípios fundamentais. Nós achamos fundamental que quem procura, necessita de uma definição clara e base, escrita e fundamentada em princípios reais e ligados de forma directa a fundação da Tradição. Será importante referir que o conteúdo deste texto, advém de treino e ensinamentos directos vindos dos ensinamentos de Maxine Sanders, e como tal, reflectem aquilo que ainda hoje é ensinado pela co-fundadora da Tradição Alexandrina da Witchcraft. 

A nossa Tradição tem as suas origens naquilo que hoje se chama Tradição Gardneriana, a qual se chamava na sua génese simplesmente "Witchcraft" ou “A Velha Religião” e os seus praticantes, “the Wica”. Gerald Gardner refere-se a "Craft of the Wicca" ou o "Oficio dos Wica" clarificando o significado da palavra "Wica" nos praticantes da religião, em vez da religião em si ser denominada de "Wica" (Gerald Gardner, The Meaning of Witchcraft). O nome “Alexandrina” é uma referência directa ao seu ‘fundador’, Alex Sanders.

Alex Sanders foi iniciado na Wicca Garneriana a 9 de Março de 1963 por Medea. Mais tarde ficou conhecido por ser o “Rei das Bruxas”, titulo que lhe foi atribuído por líderes de alguns dos seus Covens no final dos anos 60. Segundo Maxine Sanders, ele era membro de pelo menos dois Covens antes de casar com Maxine e de fundar o Coven de Manchester e mais tarde o Coven de Londres do qual muitos Alexandrinos descendem e no qual muitos Gardnerianos obtiveram o seu treino na Craft.

Alex era um um homem especial e magico. Dizem, quem o conheceu e conviveu com ele, que tinha um magnetismo contagiante, era muito delicado e educado e com um sentido de humor extremo, ao ponto de ser por vezes ser mal entendido. Foi este magnetismo e extrema facilidade em lidar com a imprensa da altura o que causou grande desconforto a alguns Anciãos da Wicca mais conservadores. No entanto Alex era conhecido por ser um excelente curandeiro, um médium extraordinário e um poderoso bruxo e mago.

As suas incursões nos média valeram-lhe a publicação da sua biografia romantizada sob o título de King of the Witches da autora June Johns e mais tarde à publicação da clássica ‘Biografia de um Coven’, What Witches Do, de Stewart Farrar. Os Sanders tornaram-se bastante conhecidos no Reino Unido durante os anos 60 e 70 e são responsáveis por terem revelado e trazido a Craft a público de forma única. Um excerto de um texto de Maxine Sanders descreve de forma exemplar todo este processo:

“Apesar do interesse extremo dos paparazzi, as muitas e sinceras Iniciações feitas no nosso Coven, durante e desde esse período, vieram criar lugar para uma linhagem da Witchcraft que desde então se espalhou por todo o mundo.”

Após ter sido iniciado na Tradição Gardneriana, Alex começou a desenvolver a sua prática da Craft e mais tarde, primeiro em Manchester e posteriormente em Londres juntamente com Maxine Sanders, desenvolve o que se veio a chamar de Tradição Alexandrina da Witchcraft. 

O termo “Alexandrina”, segundo Maxine Sanders, a qual esteve presente durante a conversa, foi atribuído por Stewart Farrar aquando da escrita do seu livro What Witches Do em 1970. No entanto, uma entrevista com Sanders feita por Stewart Farrar em 1969, Alex clarifica um pouco mais esta questão. Alex é citado dizendo: “aqueles [feiticeiros(as)] que não querem publicidade, têm a tendência de se referir aos meus(minhas) Bruxos(as) como ‘Alexandrinos’.” Os primeiros iniciados de Sanders referem-se a si próprios simplesmente como “Witches” (Feiticeiros ou Bruxos). O nome da linhagem de Sanders começou pela primeira vez a ser aplicado apenas no princípio dos anos 70. A Tradição Alexandrina é extremamente bem documentada tanto em termos de material de treino como em historial de linhagens legitimas (até Alex e Maxine). Naturalmente muitas confusões têm surgido à cerca desta Tradição, as quais se espera que fiquem esclarecidas neste artigo.

Ao contrário daquilo que normalmente se pensa, nem todos os Alexandrinos trabalham Magia Cerimonial, Cabala, ou Magia dos Anjos. Alguns praticam-nas, outros não. Alex Sanders encontrava-se sempre num processo evolutivo das suas próprias práticas mágicas passando novos conhecimentos e técnicas aos seus iniciados. O resultado deste processo está na existência de muitas linhagens diferentes que descendem de Alex Sanders, cada uma com as suas particularidades mas partilhando do mesmo Corpo de Conhecimento Tradicional da Tradição que mantém uma base solida comum a todas as praticas Alexandrinas. Alguns Alexandrinos estão fortemente orientados no sentido da Magia Cerimonial enquanto outros estão mais orientados para a Magia Popular. Tudo depende não só da linhagem e origem de cada um, como também das opções individuais e de cada Coven.

O ensino e treino na bruxaria Alexandrina é um ex libris da Tradição, com cada nova geração adicionando mais conhecimento à geração precedente contribuindo para a constituição de Sacerdotes e Feiticeiros(as) detentores de novos e efectivos conhecimentos. Esta diversidade proporciona uma tradição dinâmica, com os pés bem assentes na Wicca Tradicional mas de olhos no futuro. Outra das muitas confusões à cerca da Tradição Alexandrina prende-se com facto da publicação que Alex Sanders e o casal Farrar fizeram dos conhecimentos integrais da tradição, bem como o Livro das Sombras Alexandrino na sua totalidade. Qualquer um que leia os livros tanto de Alex Sanders como dos Farrar verificarão que isto é absolutamente falso, mesmo até pelas declarações dos próprios autores nas suas obras.

Os conhecimentos e procedimentos da Tradição, são passados de forma oral e escrita, através de treino rigoroso em Coven reconhecido e estes não existem de forma pública. Muitos são os autores que publicam obras sobre “Wicca Tradicional” e dispõem em títulos e subtítulos ou em contra-capa que os elementos contidos no “iluminado manuscrito” são ensinamentos de caris Alexandrino ou de “tom” Alexandrino. Todos os iniciados tomam votos de segredo – nunca um Iniciado genuíno e detentor de informações internas e válidas da tradição, as publicaria em livros e na Internet.

Alex Sanders fez a sua passagem para Além do Véu na Noite de Beltane em 30 de Abril de 1988 depois de ter sofrido e convalescido de cancro do pulmão. Após a morte de Alex Sanders, o Concelho Britânico dos Anciãos da Tradição Alexandrina reuniu-se e redigiu o seguinte documento:

“Comunicado dos Anciãos da Tradição Alexandrina Foi feita uma reunião dos Anciãos da Tradição Alexandrina na Quita-Feira 12 de Maio de 1988.Foi sempre Lei na Craft que um Rei seja escolhido pela Craft quando exista necessidade para o mesmo. Depois de grande reflexão, foi aprovado por unanimidade que não existe mais necessidade para que um Rei das Bruxas subsista. Isto e bastante triste pois não existe ninguém Propriamente Preparado para assumir este papel. Alex Sanders guiou os Filhos Ocultos da Deusa a Luz. Foi um papel muito bem desempenhado e foi seu mais intimo desejo, que os Filhos Ocultos da Deusa continuassem o seu trabalho nessa mesma Luz. É também desejo dos Anciãos fazer a seguinte declaração publica – que a “Ordine Della Nova”, via “Ordine Della Luna” não é, no seu todo ou parcialmente reconhecida pelos Anciãos da Tradição Alexandrina da Wicca. Fim da Declaração Transcrita na Sexa-Feira 13 de Maio de 1988por Nigel Bourne, BCM Akademia, Londres WC1N 3xx”

Existem vários pontos no texto acima que valem a pena ser analisados.

Aparentemente, estas Ordens, segundo os seus praticantes, resultam do trabalho feito por Alex Sanders e Derek Taylor. Em 1979, Alex Sanders e Derek Taylor trabalharam em pareceria. Alex usando dos seus poderes mediunicos e Derek Taylor tomando nota para que as sessões feitas com Alex fossem devidamente registadas. Nesta altura, Alex trabalhou varias disciplinas magicas e formou vários grupos de trabalho, focados mais na Magia Cerimonial e no Hermetismo e Ocultismo em geral. Conhecido nesta altura é também o trabalho mediunico que Alex fez, comunicando com Extraterrestres (Ordine Della Nova). Este trabalho, foi na altura olhado por muitos como sendo a decisiva distanciação de Alex em relação a Wicca Tradicional e mesmo sendo trabalho desenvolvido por Alex, não quer isto dizer que este mesmo trabalho tenha alguma ligação com a Wicca Tradicional. É bom referir que nesta altura, Maxine estaria a desenvolver trabalho em Templo de Wicca Tradicional com David Goddard no que se chamaria “Temple of the Mother”, continuando o que foi iniciado em 68/69 por ambos Alex e Maxine no primeiro Coven em Londres e antes disso, em Manchester.

Lendo o documento acima, fica bem claro que estas Ordens ou qualquer outra Ordem que descenda destas, não são reconhecida pelos Iniciados da Tradição Alexandrina da Witchcraft. O documento acima consta na biografia de Alex Sanders, A Coin for the Ferryman – the Death and Life of Alex Sanders de Jimahl di Fiosa entre muitas outras informações sobre as circunstancias que presidiram a este documento.

A confusão advém não do nome destas ordens mas da descrição das mesmas. Passo a transcrever a definicao, tal como aparece num dos vários sites da mesma:

“Ordrine Scatere Stellae (Alexandrian Wicca, witchcraft and the Ordine Della Luna)”

As Ordens que hoje existem, estão representadas na Australia e Nova Zelandia através de Simon Goodman e Soror Moonshee. O problema surge quando esta descrição inclui “Alexandrian Wicca”. Não existe semelhança remota ao que é praticado nestas Ordens e o que é praticado na Wicca Tradicional Alexandrina. Estas ordens são de cariz Cerimonial e Hermético o que serve os estudos e gostos dos seus fundadores. Diz-se ser “Alexandrian Wicca” apenas pelo facto de que Simon Goodman (um dos elementos fundadores da Ordem na Austrália) foi de facto Iniciado mas isto não quer dizer que o practicum destas Ordens seja regular (e com regular quero dizer tradicional e wiccan) ou que quaisquer iniciação nestas Ordens ou linhagem proveniente da mesma seja uma iniciação valida na Tradição Alexandrina da Witchcraft.

Estas Ordens, pela sua natureza, qualidade e conteúdo do trabalho que desenvolvem, não conferem linhagem na Tradição Alexandrina da Wicca.

Crenças

Tradicionalmente o Corpo Sacerdotal da Tradição Alexandrina presta homenagem aos Antigos Deuses da Europa - a Deusa da Lua e no seu Consorte, o Deus Cornudo. O Corpo Sacerdotal da Tradição Alexandrina almeja uma ligação e entendimento pessoal com a Divindade e com os Ancestrais, mas também com com os ritmos e marés da natureza e de forma ultima, os ritmos interiores do Cosmos.

O Corpo Sacerdotal da Tradição Alexandrina acredita no poder da magia e no uso de técnicas tradicionais e inovadoras para atingir os seus objectivos.

O Papel do Corpo Sacerdotal

A Wicca Alexandrina é muito diferente de outras religiões pois não tem intermediários Cada iniciado da Tradição é um Sacerdote ou Sacerdotisa dos Deuses por direito. O objectivo da prática, é uma evolução espiritual efectiva, na experiência dos mistérios inseridos nas práticas de Coven. O Corpo Sacerdotal não tem obrigação nenhuma para com a "comunidade" pagã ou outra qualquer. O trabalho feito será sempre de caris privado e em Coven. Não quer com isto dizer que os membros do Corpo Sacerdotal não se envolvam de forma discreta em actividades comunitárias no sentido geral. 

O Corpo Sacerdotal da Tradição Alexandrina da Witchcraft raramente trabalha em público ou fazendo rituais de forma pública.

Organização de Grupos

O Corpo Sacerdotal da Tradição Alexandrina está organizada em Covens. Em algumas ocasiões trabalham skyclad (em nudez ritual) enquanto noutras se usam túnicas cerimoniais. Independentemente da preferência do Coven, alguns ritos são feitos obrigatoriamente skyclad por todos os Covens Alexandrinos reconhecidos.

Para se tornar um iniciado(a) da Tradição Alexandrina, tem de se ser iniciado (passar pelos ritos de Iniciação da Tradição, tal como foram passados por Alex e Maxine Sanders) por um Sumo Sacerdote ou Sacerdotisa Alexandrina devidamente preparados e autorizados numa iniciação cruzada em género. Os ritos de iniciação tradicionais deverão ser usados sem omissões, tal como foram passados, desde o Coven Alexandrino original. A “Auto-iniciação” não é possível na Wicca Alexandrina.

Na Tradição Alexandrina, o primeiro grau é a Iniciação nos Mistérios, o segundo grau, a Penetração nesses mesmos Mistérios e o terceiro a Celebração dos dois primeiros.

Na Tradição Alexandrina da Wicca os graus são atribuídos de forma diferente; o primeiro grau é o grau que faz do neófito um Sacerdote ou Sacerdotisa. Na Tradição Alexandrina, o Segundo e Terceiro graus são dados tradicionalmente ao mesmo tempo, na mesma cerimónia e não separados, como noutras Tradições por exemplo a Tradição Gardneriana. A distancia entre o Primeiro Grau e o Segundo/Terceiro varia de indivíduo para indivíduo mas na generalidade leva o mínimo de 2 a 3 anos. Um Sacerdote ou Sacerdotisa de terceiro grau é completamente autónomo na tradição, no entanto, autonomia não significa falta de discernimento ou sensatez.

Ao contrário da Tradição Gardneriana, na Tradição Alexandrina um primeiro grau pode iniciar outrem no primeiro grau apenas e só se estiver um terceiro grau presente no rito de Iniciação.

Alem disto, muitas linhagens optam por ter no seu sistema um grau de neófito ou dedicante, permitindo a um individuo válido participar em certos ritos antes de se dedicar aos Deuses de forma definitiva.

No entanto, esta forma não é tradicional e portanto não é considerada tradicional Alexandrina. Alex e Maxine nunca tiveram, promoveram, ensinaram ou exerceram este estagio preliminar ou antecedente. As iniciações no 1* grau eram feitas de imediato, depois da devida avaliação do candidato.

Outra particularidade é o facto de que iniciações não são oferecidas - são pedidas. Em vários textos, inclusive livros, artigos e outros, escritos por iniciados da Tradição, consta a insinuação de que a iniciação é ou lhes foi oferecida, o que de facto nunca aconteceu, nem é nem nunca foi considerado uma pratica na tradição. Um neófito, se quer e deseja ser iniciado na Tradição, tem de pedir para ser iniciado. 

A Sumo Sacerdotisa e o sumo sacerdote

Tradicionalmente a palavra de um Sumo Sacerdote ou Sumo Sacerdotisa é ouvida dentro do Coven pelos outros membros, em especial se estes forem experientes na sua Arte. 

Tradicionalmente o Sumo Sacerdote co-lidera em cooperação e apoiando a Sumo Sacerdotisa.

A Linhagem Iniciática é verificada em cruzamento de géneros (feminino, masculino, feminino, etc) até Alex Sanders e as suas Sumo Sacerdotisas, tais como Maxine Sanders. As informações sobre a linhagem não estão sujeitas a juramento de segredo na nossa Tradição, mas também não são do domínio público, e a maior parte das vezes é considerado um assunto pessoal e privado, cabendo apenas ao Iniciado as revelar conforme a ocasião.

Pouco tempo depois da Iniciação, cada candidato começa a copiar o Livro das Sombras, à mão, pelo manuscrito do seu Iniciador. É da responsabilidade de cada Iniciador, passar a Tradição, tanto oral como escrita, tal como lhe foi passada, sem quaisquer omissões.

O Livro das Sombras Alexandrino, bem como o treino base e a tradição oral contém conhecimentos comuns a todas as linhagens. A essência do Livro das Sombras e os ritos de iniciação são a chave para todos os Alexandrinos legítimos, pois constituem o conhecimento comum que une a Tradição. 

Contrariamente ao que se possa pensar, um indivíduo não pode comprar um Livro das Sombras Alexandrino, nem fazer o seu download através da Internet. Embora estes “livros” existam, são apenas compilações de informações/documentos já publicados e a intenção da sua existência apenas se justifica na perspectiva de constituir um conjunto de documentos, similares em estilo, ao Livro das Sombras que podem ser utilizados, apenas como referência, pelo estudante sério da tradição. Estes documentos são, no entanto, totalmente diferentes do Livro das Sombras utilizado pelos Iniciados.

A única forma de obter um Livro das Sombras Alexandrino será através da Iniciação legitima na Tradição.

A natureza e prática exacta dos Covens Alexandrinos poderá variar de linhagem para linhagem e de Coven para Coven mas com certos limites. O treino/ensino foi sempre fortemente implementado na nossa Tradição vindo logo a seguir, em prioridade, ao serviço aos Deuses.

Na Tradição Alexandrina não se fazem re-iniciações; o Poder pode ser passado mais do que uma vez. Assim, um iniciado de 3* grau pode receber o Poder de outrem de linhagem diferente e optar por carregar essa mesma linhagem a partir desse momento.

Nos círculos Alexandrinos existem testes. Estes são pedidos aqueles que pretendem tomar os graus mais elevados (2* e 3*). Estes terão de dar prova de proficiência em pelo menos 1 acto de magia bem sucedido e 2 actos de cura com resultados evidentes e que se provem efectivos e duradouros. Sem estas provas, não se inicia ninguém no 2* e 3* graus na Tradição Alexandrina.

Festivais

O Corpo Sacerdotal da Tradição Alexandrina festeja os oito Sabbats da Roda do Ano. Também nos reunimos tradicionalmente para celebrar os Esbats nas Luas Cheias realizando trabalhos, ensinando e celebrando a Deusa.

Ao contrário do que se pensa, O Corpo Sacerdotal da Tradição Alexandrina não trabalha os Ciclos do Rei Carvalho e do Rei Azevinho, tal como é descrito pelos Farrar no seu livro Oito Sabbats para Bruxas (Eight Sabbats for Witches). Embora alguns Covens e até alguns Feiticeiros(as) possam optar por trabalhar esses ritos, os Ciclos dos Reis Carvalho/Azevinho, NÃO fazem parte da Tradição Alexandrina. Os próprios Farrar o clarificam no seu livro, mas no entanto a confusão ainda persiste.

Normas de Conduta

Para ser Iniciado na Wicca Alexandrina como Sacerdote ou Sacerdotisa, deve-se em primeiro lugar ser digno(a) de iniciação. São os membros do Coven que decidem a presença deste estatuto no individuo, através de um ritual chamado "Obter o Consentimento da Deusa". A sinceridade, o carácter, a maturidade, as escolhas espirituais, nível de compromisso, sentido ético e personalidade do candidato(a) são sempre considerados além deste ritual.

O caminho do Sacerdócio não serve para aqueles que o procuram apenas pelo ‘estatuto’ ou simplesmente por ser uma experiência “radical”. O caminho Iniciático não serve também aqueles que são mental, espiritual e emocionalmente desequilibrados.

É regra da Wicca Tradicional que nunca se cobra dinheiro por Iniciações e/ou treino/ensino da Tradição. Na Tradição Alexandrina alguns Covens partilham despesas básicas.

O Corpo Sacerdotal da Tradição Alexandrina tem a obrigação de manter a privacidade de outros iniciados. Como tal, revelar o nome e identidade de outro Sacerdote ou Sacerdotisa sem o seu consentimento é evitado a todo o custo.

A linha de conduta da Ética da Tradição Alexandrina é a Rede Wiccan “Faz o que quiseres, mas não prejudiques a ninguém”. Ao contrário do que se pensa, esta ‘máxima’ apenas refere que toda a actividade que não prejudique ninguém é permissiva. Sem prejuízo a ninguém é um ideal nobre, mas não é de maneira nenhuma para ser tomado literalmente. É literalmente impossível que um individuo possa viver a sua vida sem prejudicar ou causar prejuízo a nada ou ninguém. No entanto somos totalmente responsáveis pelas escolhas que fazemos. Uma das formas de interpretar a Rede é seguir o nosso mais alto ideal (a Verdadeira Vontade) o que implica a escolha do caminho que cause menos prejuízo. Á medida que se cresce na compreensão dos mistérios dos ciclos e marés da vida, o Iniciado começa a tomar consciência da sua ligação intrínseca a todos os seres do planeta. O conceito de “Verdadeira Vontade” começa então a tomar o caminho no sentido do bem supremo na forma que se ache ser a mais apropriada. Este e o verdadeiro sentido da frase “Faz o que quiseres, mas não prejudiques a ninguém”.

Formas de Culto

A Tradição Alexandrina é uma Tradição de Mistérios sujeita a ajuramentação de votos, e como tal, muitos dos pormenores de como e porquê se trabalha da forma como trabalha na Tradição Alexandrina, são secretos – não por serem segredo, mas por serem Sagrados. Este secretismo entre Iniciados da Wicca de Tradição Britânica tem vindo a ser alvo de detractores, implicando nas suas alegações que na certa se existe segredo é porque aquilo que fazemos não é lícito ou bom, ou então, que mantêm o secretismo com o propósito de enaltecer o ego (“temos algo que vocês não sabem o que é, e por isso somos melhores que vós“). Posto de forma simples, nenhuma destas alegações é verdadeira. Na Tradição Alexandrina, e tudo o que a constitui, é sagrado, privado e nalguns casos, poderá causar efeitos secundários indesejados se utilizado por indivíduos que não sejam ensinados/treinados nas técnicas Alexandrinas de magia. Os Alexandrinos mantêm a privacidade dessa sacralidade através do segredo. O Corpo Sacerdotal da Tradição Alexandrina não se proclama detentor dos segredos do Universo. Aliás, a maior parte dos “segredos” teriam pouco ou nenhum interesse para aqueles que não são Iniciados na Wicca.

Será suficiente dizer apenas que os ensinamentos da Tradição concentram-se no desenvolvimento do relacionamento pessoal com a Divindade, e uma consciência e sincronia com os Ciclos da Natureza, através de Rituais e técnicas magicas.

O Corpo Sacerdotal da Tradição Alexandrina utiliza técnicas tradicionais da WTB (Wicca de Tradição Britânica) no sentido de obter mestria e desenvolver as capacidades como Sacerdotes e Sacerdotisas de Templo. Métodos experimentais são também utilizados, pois a Tradição Alexandrina disponibiliza uma sólida base sobre a qual o Corpo Sacerdotal possa construir novos e renovados métodos de magia.

Leituras e Outras Referências

Livros

FireChild - The Life and Magic of Maxine Sanders, 'Witch Queen' by Maxine Sanders

All the King’s Children by Jimahl di Fiosa*

Uma Voz na Floresta de Jimahl di Fiosa*

Uma Moeda para o Barqueiro - A Morte e a Vida de Alex Sanders, o Rei das Bruxas (biografia) de Jimahl di Fiosa*

Pelo Cálice e pela Lamina - sobre a Tradição Alexandrina da Witchcraft de Karagan Griffith

What Witches Do de Stewart Farrar

The Alex Sanders Lectures de Alex Sanders

King of the Witches de June Johns

Páginas da Web

Maxine Sanders Homepage

Wicca Alexandrina

Tradição Alexandrina da Witchcraft (Facebook)

CD’s
A Witch is Born (re-edição)*

*Os livros e CDs acima poderão ser encontrados em www.logiosprojects.com

NETWORK ALEXANDRINA

A Network Alexandrina em Português foi criada para dar espaço aos que querem saber um pouco mais sobre a tradição e continuar em contacto com o Corpo Sacerdotal da Tradição. Siga a link abaixo e registre-se com o seu Profile do Facebook.

 

Alex Sanders 1972.

Alex Sanders 1972.

Alex Sanders

Alex Sanders, co-fundador da Tradição Alexandrina da Witchcraft juntamente com Maxine Sanders, conhecido por muitos como "Rei das Bruxas", viveu uma vida de proporções míticas. Aparecendo por detrás da obscuridade tornou-se uma das figuras mais carismáticas e controversas da Wicca moderna. Alex Sanders foi muitas coisas para muitas pessoas; um professor, amigo, pai, marido. Em suma, um homem como qualquer outro homem. E ainda assim, a sua vida foi vivida sem concessões. Sua visão pessoal de Magia e Bruxaria e o seu imenso amor pela Deusa iria influenciar milhares de praticantes e mais tarde iniciados que viriam depois a inspirar uma nova geração de mistérios profundos.

Maxine Sanders 2017. All Rights Reserved. Aishah Sanders, Karagan Griffith (C) 2017

Maxine Sanders 2017.

All Rights Reserved. Aishah Sanders, Karagan Griffith (C) 2017

Maxine Sanders


Maxine Sanders nascida a 30 de dezembro de 1946, em Cheshire, é um membro proeminente da Wicca Tradicional e co-fundadora com seu falecido marido, Alex Sanders, da Tradição Alexandrina da Witchcraft. De educação católica, Maxine estudou na Escola Convento de São José, em Manchester. Durante a década de 1960, ela foi apresentada a Alex Sanders pela sua mãe. Em 1964, quando estudava na escola de secretariado, ela foi iniciada no Coven de Alex Sanders. Maxine e Alex passaram pelo ritual de"Handfast" no ano seguinte. Em 1968 Maxine casou com Alex Sanders numa cerimonia civil e mudando-se, juntamente com Alex, para um apartamento de rés do chão perto de Notting Hill Gate, em Londres. No mesmo ano nasce sua filha Maya e em 1972 nasce o seu filho, Victor Sanders. Em 1974, Maxine e Alex separam-se. Mais tarde, por volta de 1976, Maxine Sanders cria o seu próprio Coven (Templo da Mãe) celebrando os ritos sagrados da Tradição,  facilitando um treino intenso e rigoroso aos que tinham um coração sincero e uma paixão devota pela Craft. Hoje Maxine Sanders continua a praticar a Tradição, sendo membro, neste momento, do Coven of the Stag King. 

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TREINO

O Corpo Sacerdotal da Tradição Alexandrina é composto por homens e mulheres que dedicaram as suas vidas ao Sacerdócio e ao serviço dos Deuses Antigos. A estrutura do Sacerdócio da Tradição mantém-se a mesma que é observada na Tradição Gardneriana, mas a forma como é vista é talvez um pouco diferente. Na Tradição Alexandrina os graus traduzem a progressão espiritual do individuo. Cada grau contém os seus próprios mistérios a serem experimentados por cada um dos iniciados. Os Mistérios são ao mesmo tempo revelados e descobertos. Na sua revelação, entenda-se a oportunidade de serem descobertos e não a revelação escolástica de cartela. A Tradição Alexandrina da Witchcraft é uma tradição iniciática e experiencial. Isto implica que os mistérios terão de ser experimentados pelo individuo para serem entendidos e interiorizados. O contacto com membros experientes da Tradição Alexandrina, em especial quando esse membro é um ancião ou anciã (Elder) da Tradição, como por exemplo Maxine Sanders, identifica-se de imediato algo que não se pode explicar por palavras. Poderá ser o porte ou a forma como o Iniciado se conduz, mas esta “aura” é percecionada mesmo por aqueles que não sabem absolutamente nada sobre o Iniciado ou Iniciada em questão. Uma das características fundamentais do Corpo Sacerdotal da Tradição Alexandrina da Witchcraft é o facto de que se conduzirem em 'beleza'. 'Beleza' aqui significa 'beleza maior' aplicada a tudo; a forma como falam, a forma como se identificam, a forma como se comportam e a forma como trabalham. Esta é uma das maiores diferenças entre os Iniciados Alexandrinos e os Iniciados de outras tradições. Não quero com isto generalizar esta questão, mas apenas apontar um diferença que é sentida por muitos após o contacto com iniciados da Tradição Alexandrina da Witchcraft. Os iniciados que passam pelo treino Alexandrino, atuam e comportam-se de forma digna e sacerdotal, uma vez que são representantes da Deusa e do Deus e como tal, a cada passo que dão terão sempre isto em consideração. 

“A Magia em si mesma é simples e direta, são os rituais que nos conduzem aos atos de magia que requerem anos de pratica e disciplina do estudante.” - Maxine Sanders

Para se poder traçar um Círculo como deve de ser, demora anos de prática e disciplina. Existem vários componentes no traçar do Círculo que tem de ser tidos em conta e cada momento deste processo tem de ser dominado de forma concreta e eficiente. O Círculo Mágico é um dos pontos mais importantes de um rito. Sem o Círculo, nada pode ser feito e o Bruxo ou a Bruxa que não foi devidamente treinado para o fazer, irá falhar. Como se traça um Círculo é o trabalho do primeiro grau. Dominar esse Círculo, é o trabalho dos graus subsequentes. Nos graus maiores, não existem “revelações” ou “segredos” intensos que fazem do 2 ou 3 graus especiais. Nestes níveis, existe apenas uma perceção e acumulação de técnicas e responsabilidades que são desenvolvidas e exercidas. De forma filosófica e hermética, existem patamares que são alcançados mas a evolução nunca pára e no final das contas, os graus são apenas representativos de níveis e não de qualidade ou importância. O trabalho e mais importante do que qualquer grau que se tenha obtido. 

Lady Zara e Lord Azaradel (ambos Sumo Sacerdotes da Tradição Alexandrina da Wicca) escrevem num texto de 1987 intitulado “A Tradição Alexandrina - um Caminho Iniciático” o seguinte:

“Espera-se de um Iniciado Alexandrino que demonstre proficiência mágica e competência no uso de qualidades psíquicas e um conhecimento completo e inteiro dos trabalhos internos e externos da prática ritual. Isto permite que uma Sumo Sacerdotisa ou Sumo Sacerdote, no papel de Iniciador, passe informação, proteção ritual e poder, certo(a) de que desta forma o treino passado não será usado de forma errónea ou inconsistente. Faz parte integrante da filosofia da Tradição Alexandrina que o nosso Iniciador ou mestre assuma responsabilidade cármica pelas ações dos que ele ou ela ira guiar em Iniciação. Por isso, para se obter os graus de Sumo Sacerdote ou Sumo Sacerdotisa requer muitos anos de treino, dedicação, e lealdade.”

O treino na Tradição Alexandrina da Witchcraft leva vários anos e depende da dedicação, lealdade e consistência do trabalho desenvolvido pelo Iniciado, progredir ou não no seu treino. Alex Sanders escreve no livro “Palestras Alexandrinas” no capitulo IV intitulado “O Primeiro Grau de Iniciação na Wicca”:

 “Porque será que alguém quer ser um bruxo ou uma bruxa? É uma questão apresentada por muitos. Será que estes indivíduos procuram sensacionalismo ou crescimento espiritual? A resposta reside no facto de que aqueles que a procuram, vem dos mais variados caminhos pelas mais variadas razões; nem a razão pela qual procuram importa pois nós conseguimos ganhar ou obter tanto da Wicca quanto aquilo que investirmos nela.” - Alex Sanders

O treino terá de ser consistente e completo. Muitas das vezes Iniciados, pelas mais diversas razões, não conseguem completar o treino. Desta forma será bom realçar aqui o facto de que mesmo que se tenha obtido graus válidos, isto não significa necessariamente proficiência e treino completo. Infelizmente o que acontece de forma mais frequente, é  que iniciados da Tradição não conseguiram obter um treino consistente ou porque circunstâncias da vida interferiram no seu percurso ou porque o seu professor ou mestre era simplesmente medíocre.

O Sumo Sacerdócio será como “cordas numa harpa, a qual produz uma nota clara, e quando tocadas juntas, produzem uma bela sinfonia” (Alex Sanders, The Alex Sanders Lectures, 1970).

 

Excerto do livro, "O Cálice e a Lamina - Sobre a Tradição Alexandrina da Wicca" de Karagan Griffith (disponível aqui)

Todos os Direitos Reservados (c) 2016

VERIFICAÇÃO de linhagem

Existem imensos problemas com esta historia do vouch. O que é afinal o vouch e para que serve? O vouch é usado na Wicca Tradicional (seja ela Gardneriana ou Alexandrina) para verificar a validade de uma linha ou de uma iniciação. Portanto, num contexto Tradicional da Wicca, este é um processo essencial não só para os Iniciados dentro da Tradição mas para aqueles fora da mesma se certificarem se quem reclama ser o que diz ser, o é de facto.
De acordo com a tradição, um vouch de iniciação é dado por um outro Iniciado na mesma tradição, e que esteve presente na Iniciação da pessoa que esta a ser verificada. Por exemplo, se o Daniel, Iniciado na Tradição Alexandrina procura provar (ou obter um vouch) para confirmar a sua iniciação a outrem, então terá de produzir prova ou testemunho de um dos membros do seu coven original ou algum dos iniciados que esteve presente na sua iniciação. Apenas quem esteve presente pode atestar a veracidade do acontecimento. Nunca nenhum outro Iniciado, especialmente se nunca conheceu pessoalmente a pessoa em questão, ira dar um vouch por essa pessoa. Normalmente, os Iniciados são bastante peculiares em relação a estas afirmações e um vouch mal dado pode arruinar a reputação de alguém num instante, como seria de esperar.
Um verdadeiro vouch deve de ser claro, directo e baseado no testemunho pessoal de uma iniciação. Ninguém no seu prefeito juízo, que nunca conheceu ou esteve presente na iniciação ou elevação do indivíduo em questão se arriscaria a produzir um vouch.

Por vezes, um vouch pode ser dado por alguém, mesmo até que não da mesma tradição ou linha mas que conhece bem a pessoa em questão e o Coven onde este indivíduo foi iniciado e trabalha, e que eventualmente sabe, conhece ou trabalhou com alguém que pertence a este Coven ou conhece de forma directa os membros do Coven.  

Quem precisa e quem não precisa de vouch?

Existem muitos que nunca passaram pelos ritos sagrados de iniciação mas que mesmo assim acham que podem obter um vouch dado por algumas figuras do contexto da Wicca e conseguir enganar quem não sabe. Como já referi, um vouch apenas o é quando a pessoa que o dá, esteve presente no evento e testemunhou in loco a iniciação ou elevação ou conhece de forma directa quem o fez. Aqueles com mais experiência nas Tradições, não precisam de vouch pois o seu contributo e fama nos Círculos internos da Craft não pedem por provas. Mas quando isto acontece estamos a falar de casos extraordinários como por exemplo os primeiros iniciados como Doreen Valiente ou Lois Bourne ou Patricia Crowther ou Maxine Sanders, para apenas citar alguns nomes. Todas estas Sumo Sacerdotisas sao sobejamente conhecidas pelo seu contributo inigualável a Wicca Tradicional, tendo publicado vários livros e pertencendo aos primeiros círculos da Craft. Como tal, não necessitam de vouch como é óbvio. Quem são aqueles que precisam de vouch? Todos os iniciados que não são sobejamente conhecidos ou figuras públicas. Todos estes iniciados, quer por terem publicado livros ou por terem contribuído para a comunidade da Wicca Tradicional de uma forma ou de outra, não necessitam de vouch pois são sobejamente conhecidos na comunidade como sendo Iniciados válidos e confirmados, embora o possam fazer, pois não terão com certeza problema nenhum em produzir um vouch.

As historias mirabolantes dos desesperados

Existem aqueles que por uma razão ou por outra, não sendo iniciados, insistem na mentira e tentado desesperadamente obter vouch. O resultado são ou mentiras ou vouch que não é valido, ou seja dado por alguém que ou nunca conheceu o indivíduo pessoalmente ou que nunca foi testemunha da sua iniciação ou elevação, nem nunca conheceu de forma directa, ninguém que esteve presente na iniciação do mesmo. Já soube de histórias em que o suposto “iniciado” produz um vouch que nunca o conheceu pessoalmente, ou até mesmo um vouch que verifica textos de livros das sobras, como se isso fosse prova de iniciação. Mais uma vez, um verdadeiro vouch só é válido quando dado por alguém que esteve presente pessoalmente na iniciação daquele ou daquela que pede para que o vouch seja dado ou que conhece de forma directa alguém que esteve presente na iniciação. Mas como é que o vouch funciona? Simples. Quando se pede informações para que se verifique a validade de um iniciado (e isto pode ser feito por qualquer pessoa), o Iniciado ira dar o contacto directo do vouch (ou seja, email, endereço ou contacto telefónico). Normalmente, hoje em dia, dá-se o email pessoal da pessoa que vai dar o vouch. Essa pessoa então responde e dá o vouch. Já ouvi histórias de “iniciados” a enviar quem pergunta para listas de emails “só para iniciados” como prova da sua validade e iniciação. Listas de emails, não são nem nunca foram prova de nada nem consideradas uma prova valida de iniciação alguma. Outros dizem que são iniciados mas não sabem qual o nome da sua Linha.

Ponto 1 - Qualquer Iniciado legitimo na Tradição Alexandrina da Witchcraft, sabe qual é a sua linha. Esta é sempre motivo de orgulho e mesmo antes de ser Iniciado, este ou esta sabem muito bem qual o nome da linhagem que vai obter e um pouco da historia da mesma.

Ponto 2 - Existem apenas duas Linhas Alexandrinas no Brasil - uma é a Linha de Boston/Maxine Sanders e a outra de origem Irlandesa. Por isso, não ha espaço para confusão, e quem disser que pertence a linha tal e for falso, será muito fácil de descobrir.

Ponto 3 - Quem estiver em duvida, por favor use o formulário do nosso website para verificação de linhagem e de iniciados legítimos. No que nós pudermos ajudar a clarificar, assim o faremos. Visitem http://www.wiccaalexandrina.com/contacto/

Se alguém vos disser que é iniciado Alexandrino em partes remotas do Brasil, desconfiem, pois os Covens que existem estão, por enquanto, nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Como se pede? E onde perguntar?

Qualquer iniciado que seja valido lhe dará o contacto de um vouch. No entanto e se não conseguir ou quiser incomodar o iniciado com esta questão e quiser saber se o iniciado o é de facto, poderá recorrer, de forma mais directa, a nossa pagina "Contacto" aqui no nosso site ou a listas para Buscadores e Iniciados. Normalmente estas listas são construídas como ponto de contacto entre Iniciados e Buscadores e poderão servir de fonte de verificação, pois normalmente existe algum nestas listas, se o Iniciados for verdadeiro, que ira indicar um vouch ou que será ele ou ela própria o vouch.
Fica a link para a listas criada por Iniciados da Tradição Alexandrina para que aqueles que queiram tirar duvidas as tirem no meio daqueles que são de facto praticantes legítimos da Tradição.

 

Tradição Alexandrina da Witchcraft
https://www.facebook.com/groups/alexandrinapt/

Este é um grupo destinado aos que desejam saber mais sobre a Tradição Alexandrina da Witchcraft no Brasil e em Portugal. Este grupo é administrado pelo Corpo Sacerdotal da Tradição Alexandrina da Witchcraft no Brasil e em Lisboa, Portugal (Linha de Boston, USA). Os Administradores deste grupo falam da experiência que tem com a Tradição Alexandrina nos seus Covens, tal como lhes foi passada através dos ensinamentos e treino recebidos directamente da fonte original – Maxine Sanders. Este grupo não é um grupo como outros grupos no Facebook. Este grupo representa a Tradição Alexandrina do Brasil e Portugal nesta linha e como tal carrega a responsabilidade de informar e clarificar o que a Tradição Alexandrina representa, através do seu Corpo Sacerdotal. O grupo foi criado para ser um ponto de contacto aqui no Facebook entre os buscadores e o Corpo Sacerdotal da Tradição Alexandrina da Witchcraft. Nada na Craft é dado. Tudo é pedido. Assim, se tiver perguntas para fazer, por favor faça. Nós teremos todo o prazer em responder.

 

Alexandrian Tradition of Witchcraft (em língua Inglesa)
https://www.facebook.com/groups/alexandrianwitchcraft/

Esta Lista tem mais de 400 membros e centenas de Iniciados da Tradição Alexandrina, da Europa e dos Estados Unidos. Qualquer buscador pode pedir para fazer parte desta lista e fazer contacto com o Corpo Sacerdotal da Tradição Alexandrina. Esta lista serve também para quem quiser tirar duvidas quanto a validade e legitimidade de Iniciados da Tradição Alexandrina da Witchcraft

Ambas as listas acima usam o Inglês como língua e por vezes é difícil escrever de forma correcta e pedir informações. A regra é sempre a mesma – boa educação.
 

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videos

 

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Tea with Maxine

"Tea with Maxine" (ou "Chá com a Maxine") é uma nova serie de podcasts de entrevistas com Maxine Sanders conduzidas por Karagan Griffith e Sharon Day. Uma fonte de conhecimento vindo diretamente da co-fundadora da Tradição Alexandrina da Witchcraft.


livros

Existem alguns livros em Português que constituem a bibliografia Alexandrina. Fica aqui a sugestão, com links para a loja.

PELO CÁLICE E PELA LAMINA- SOBRE A TRADIÇÃO alexandrina da witchcraft

Pelo Calice e pela Lamina

 

Muito pouco foi escrito sobre a Tradição Alexandrina da Witchcraft. Não existem até a data, livros em lingua portuguesa dedicados apenas a esta Tradição. Desde a origem da Tradição, passando pelo treino, a magia, e o poder trabalhado após a iniciação, "Entre o Cálice e a Lamina" ilustra o que se faz e o que se espera dos que vem a integrar esta Tradição da Wicca.

Os Alexandrinos tem muito poucos segredos; existem apenas algumas coisas as quais não falamos, não por serem segredo mas por serem sagradas. O resto e abordado neste livro onde se expõe aspectos importantes e esclarecedores aos que procuram fazer parte da Tradição Alexandrina, tal como é ensinada na origem, através do treino recebido directamente de Maxine Sanders.

"Pelo Cálice e pela Lamina" de Karagan Griffith esta disponível neste momento tanto no Brasil como em Portugal (siga as links abaixo e escolha o pais onde reside.  

DISPONÍVEL Aqui
  

palestras alexandrinas

Escrito em 1971 por Alex Sanders, este livro é um compêndio sobre a wicca numa perspectiva Alexandrina. Escrito para servir de complemento as sessões/soirees que Alex e Maxine disponibilizaram no seu apartamento em Londres, as "Palestras" foram escritas originalmente como notas de resumo destes encontros. Em complemento com "Pelo Cálice e pela Lâmina" estes dois livros constituem um olhar teórico e prático da Tradição Alexandrina da Witchcraft.

disponível em breve

uma moeda para o barqueiro

Alex Sanders, fundador da Tradição Alexandrina da Witchcraft, conhecido por muitos como "Rei das Bruxas", viveu uma vida de proporções míticas. Aparecendo por detrás da obscuridade tornou-se uma das figuras mais carismáticas e controversas da Wicca moderna. Alex Sanders foi muitas coisas para muitas pessoas; um professor, amigo, pai, marido. Em suma, um homem como qualquer outro homem. E ainda assim, a sua vida foi vivida sem concessões. Sua visão pessoal de Magia e Bruxaria e o seu imenso amor pela Deusa iria influenciar milhares de praticantes e mais tarde iniciados que viriam depois a inspirar uma nova geração de mistérios profundos.

Mas o lado Santo de Alex era tão grande quanto o seu lado Demoníaco. Ele poderia inspirar ódio tão facilmente quanto um profundo amor. Nunca se escondendo dos holofotes, Alex sempre foi o showman. Ele pouco se importava com a opinião dos outros e manteve-se fiel ao seu próprio ideal, apesar das consequências. Sua vida foi uma vida bem vivida, mas como qualquer outra vida, foi construída de extremos - luz, escuro, alegria e desespero. Pela primeira vez na história, Jimahl di Fiosa conta a história verdadeira de Alex Sanders - nem demônio nem santo - mas algo entre os dois.

DISPONÍVEL aqui

uma voz na floresta

Dez anos completos após a morte do fundador da Tradição Alexandrina da Witchcraft, algumas bruxas e bruxos começam a fazer experiências com o tabuleiro de espíritos. Uma entidade respondeu, identificando-se como Alex Sanders, o Rei das Bruxas e procedeu a provar a sua identidade. Durante os meses e anos que se seguiram, estes iniciados mantiveram contacto com Alex e procederam, tal como lhes tinha sido instruído pelo próprio Alex, a manter notas descritivas das sessões de contacto no intuito de preservar as mensagens recebidas para as futuras gerações. Esta terceira edição providência detalhes e documentação recente do impacto que esta missão sagrada teve neste pequeno círculo de bruxas e bruxos e a forma como hoje, a história ainda continua...

“Enviaram-me um livro da América chamado “UMA VOZ NA FLOREASTA.” Eu estava preparada para desconfiar uma vez que tem surgido ao longo dos anos vários contactos falsos com Alex. Eu trabalhei com o Alex em círculos mediúnicos durante muitos anos e eu conheço as suas técnicas muito bem. O contacto escrito neste livro e obviamente verdadeiro, que me da arrepios. Depois da morte do Alex, o ‘Rito da Passagem’ foi executado... [mas] parece que o Alex ainda tem algo para dizer, o que mostra que algumas coisas nunca mudam.”

 Maxine Sanders, “The Guardian” Newsletter

disponível em breve

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Os Soirées Alexandrinos são inspirados nos encontros que Alex e Maxine costumavam fazer nos anos 70 em Londres. Organizados pelos membros do Corpo Sacerdotal da Tradição Alexandrina da Witchcraft, é direcionado para aqueles que estão interessados numa boa conversa sobre ocultismo e sobre a Wicca Tradicional, especialmente a Tradição Alexandrina. É uma excelente oportunidade de conhecer pessoas com as mesmas inspirações ou encontrar novas ideias. 
Os Soirées Alexandrinos não estão vinculados a qualquer instituição ou organização. As Soirées acontecem neste  momento em Boston, Washington DC e em New Orleans (USA), em Sao Paulo e no Rio de Janeiro (Brasil), e em Johannesburg (Africa do Sul).

Iremos anunciar em breve todos estes eventos. Fique atento(a)!