“A agenda da Wicca Inclusiva” uma resposta aos comentários James Berry e Yvonne Aburrow; agora apagados.

Para se se leia este texto em contexto, há alguns dias atrás, Sharon Day publicou no grupo Alexandrino Ingles no Facebook o seguinte:

[Maxine no seu laptop, com a mão na testa em exasperação]

Eu: 'O que se passa?'

Maxine: 'Quando será que eles percebem que a Wicca Alexandrina sempre foi inclusiva?

Esta pergunta e a subsequente discussão foi copiada por um dos membros do grupo (James Berry) o qual a postou, em jeito de escárnio, no grupo da Sr. Yvonne Aburrow chamado "Wicca Inclusiva" (Inclusive Wicca) para ser discutido. Consequentemente a discussão neste grupo levou a resposta abaixo. 


‘Quando será que eles percebem que a Wicca Alexandrina sempre foi inclusiva?

Eu e o Alex sempre fomos rebeldes e vilificados pelos Gardnerianos; nós ousámos quebrar as regras, iniciando homens e mulheres homossexuais. Aliás, nós quebrámos e mudámos várias regras que se tinham provado controladoras muito para além do âmbito da espiritualidade; isto distinguiu-nos da Craft Gardneriana e de outras  tradições na altura. Eventualmente ficámos conhecidos como 'Alexandrinos' porque desenvolvemos a Craft na linha da Liberdade, Consciência, Culto e Magia, o que causou bastante incomodo às outras tradições. Nós acreditávamos que todos têm o direito de pedir iniciação. Isto não significava que todos fossem aceites, independentemente de serem gays, desabilitados, inteiros, habilitados ou apenas diferentes. Mas para desespero dos Gardnerianos, foram mais os que foram aceites do que os que foram rejeitados.   

Nos anos 60, os pedidos de iniciação da parte de pessoas desabilitadas eram escassos, e portanto não era algo que nós considerávamos com frequência; esta era apenas a forma como as coisas aconteciam naquele tempo. Sem duvida alguma, se mais tivessem nos contactado, teriam sido aceites se tivessem a atitude certa para trabalhar no nosso circulo; nós éramos rebeldes; acreditávamos na beleza do individuo e na magia da Witchcraft.

A Craft Alexandrina é para aqueles que tem a vocação, aptitude e aspiração em praticar a Arte da Witchcraft; nem todos tem a atitude certa para trabalhar num circulo Alexandrino.

Se um individuo pede iniciação na Craft Alexandrina não-diluída e é aceite depois do período costumeiro de perguntas; ele sabe o que esperar das práticas. Isto pede que se façam as perguntas; porque razão alguém pediria iniciação num grupo se não estão devidamente preparados para aceitar a forma de trabalhar desse mesmo grupo? Em especial quando existem tantas outras tradições hoje em dia que trabalham de forma diferente, adequada a todos os que pedem admissão, independentemente da atitude que tenham? Porque quereria um Iniciado ou um grupo ser conhecido como 'Alexandrino' e no entanto querer mudar os refinamentos que fazem de nós Alexandrinos?

Talvez eles reconheçam que os Alexandrinos são verdadeiros em relação à Arte Magica; que recusamos diluir os nossos rituais; que não angariamos reconvertidos; que nos apoiamos no saber dos que já se foram; e que não fazemos iniciações entre pessoas do mesmo sexo.

Yvonne Aburrow, eu admiro o seu trabalho. Eu escolho aquilo que leio. Eu preocupo-me. Eu desejo-lhe o melhor. 

~ Maxine Sanders

Priest and Priestess – Euleusinian Mysteries

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