“A agenda da Wicca Inclusiva” uma resposta aos comentários James Berry e Yvonne Aburrow; agora apagados.

Para se se leia este texto em contexto, há alguns dias atrás, Sharon Day publicou no grupo Alexandrino Ingles no Facebook o seguinte:

[Maxine no seu laptop, com a mão na testa em exasperação]

Eu: 'O que se passa?'

Maxine: 'Quando será que eles percebem que a Wicca Alexandrina sempre foi inclusiva?

Esta pergunta e a subsequente discussão foi copiada por um dos membros do grupo (James Berry) o qual a postou, em jeito de escárnio, no grupo da Sr. Yvonne Aburrow chamado "Wicca Inclusiva" (Inclusive Wicca) para ser discutido. Consequentemente a discussão neste grupo levou a resposta abaixo. 


‘Quando será que eles percebem que a Wicca Alexandrina sempre foi inclusiva?

Eu e o Alex sempre fomos rebeldes e vilificados pelos Gardnerianos; nós ousámos quebrar as regras, iniciando homens e mulheres homossexuais. Aliás, nós quebrámos e mudámos várias regras que se tinham provado controladoras muito para além do âmbito da espiritualidade; isto distinguiu-nos da Craft Gardneriana e de outras  tradições na altura. Eventualmente ficámos conhecidos como 'Alexandrinos' porque desenvolvemos a Craft na linha da Liberdade, Consciência, Culto e Magia, o que causou bastante incomodo às outras tradições. Nós acreditávamos que todos têm o direito de pedir iniciação. Isto não significava que todos fossem aceites, independentemente de serem gays, desabilitados, inteiros, habilitados ou apenas diferentes. Mas para desespero dos Gardnerianos, foram mais os que foram aceites do que os que foram rejeitados.   

Nos anos 60, os pedidos de iniciação da parte de pessoas desabilitadas eram escassos, e portanto não era algo que nós considerávamos com frequência; esta era apenas a forma como as coisas aconteciam naquele tempo. Sem duvida alguma, se mais tivessem nos contactado, teriam sido aceites se tivessem a atitude certa para trabalhar no nosso circulo; nós éramos rebeldes; acreditávamos na beleza do individuo e na magia da Witchcraft.

A Craft Alexandrina é para aqueles que tem a vocação, aptitude e aspiração em praticar a Arte da Witchcraft; nem todos tem a atitude certa para trabalhar num circulo Alexandrino.

Se um individuo pede iniciação na Craft Alexandrina não-diluída e é aceite depois do período costumeiro de perguntas; ele sabe o que esperar das práticas. Isto pede que se façam as perguntas; porque razão alguém pediria iniciação num grupo se não estão devidamente preparados para aceitar a forma de trabalhar desse mesmo grupo? Em especial quando existem tantas outras tradições hoje em dia que trabalham de forma diferente, adequada a todos os que pedem admissão, independentemente da atitude que tenham? Porque quereria um Iniciado ou um grupo ser conhecido como 'Alexandrino' e no entanto querer mudar os refinamentos que fazem de nós Alexandrinos?

Talvez eles reconheçam que os Alexandrinos são verdadeiros em relação à Arte Magica; que recusamos diluir os nossos rituais; que não angariamos reconvertidos; que nos apoiamos no saber dos que já se foram; e que não fazemos iniciações entre pessoas do mesmo sexo.

Yvonne Aburrow, eu admiro o seu trabalho. Eu escolho aquilo que leio. Eu preocupo-me. Eu desejo-lhe o melhor. 

~ Maxine Sanders

Priest and Priestess – Euleusinian Mysteries

Priest and Priestess – Euleusinian Mysteries

LINHAGENS ALEXANDRINAS - DIFERENÇAS E SEMELHANÇAS

Existem de facto diferenças entre as Linhas ou Linhagens Alexandrinas?

Em primeiro lugar temos de entender o que é uma Linhagem e como ela é formada. Uma Linhagem é formada quando um par de Altos Iniciados (Sumo Sacerdote e Sumo Sacerdotisa) dão uma origem única (de forma comum em termos geográficos) a uma sucessão de Covens a partir de um Coven origem; um exemplo disto será o primeiro Coven Alexandrino Americano em Boston, o qual deu origem a vários outros. Estes Covens tomam a sua linha comum (neste caso, o nome do primeiro Coven origem) como sendo a sua Linhagem. As Linhagens acontecem quando Covens se estabelecem pela primeira vez em territórios geográficos ou dentro do mesmo território/pais em regiões diferentes. Exemplos disto seria a Linha de Boston, a Linha do Rio de Janeiro, a Linha de São Paulo ou a Linha de Lisboa. 

Mas quais as diferenças entre estas Linhas? 

Esta é uma pergunta simples com uma resposta complexa. 
Um dos pontos fundamentais na Craft é o treino ou a formação de um iniciado, tanto pratico como teórico, feito dentro do circulo, em Coven. O sucesso e proficiência de um(a) bruxa(o) depende não só  de um treino completo mas da capacidade e iniciativa da(o) Iniciada(o) em trabalhar o material que lhe foi facultado, progredindo assim a níveis de desenvolvimento espiritual na sua pratica em Circulo. Alguns destes Iniciados irão-se tornar professores da Craft e ensinar a outros o que lhes foi ensinado a eles. Existem dois pontos a considerar;

Infelizmente existem péssimos professores mas
felizmente existem também excelentes professores.

Maus professores podem se-lo por varias razoes; uma delas será porque foram ensinados por um mau professor também. A responsabilidade do material que é passado está no professor e se esse material está incompleto ou corrompido, o aluno recebe-o desta forma e irá passa-lo da mesma maneira. No entanto, é também da responsabilidade de qualquer iniciado, quando consciente desta lacuna, corrigir-las, procurando colmatar as falhas que encontra no seu próprio treino para que possa passar aos seus alunos um conhecimento integro e completo.

Assim, e nesta ordem de ideias, um Iniciado que irá ser responsável pela fundação de uma linha, se este for mal preparado, com treino faltoso ou incompleto, irá passar o mesmo aos que o sucedem na sua linha. Assim a linha torna-se (por vezes de forma involuntária) faltosa em termos de treino. Os Iniciados destas linhas que são conscientes desta falha, irão eventualmente procurar colmatar esta lacuna e procurar mais treino.

Maxine Sanders escreveu:

“No caso dos muitos Iniciados Alexandrinos que não receberam treino directo, eu terei de saudar a sua tenacidade em continuar o seu trabalho dentro do Circulo. No entanto, tornou-se óbvio, que aquando da oportunidade de pedir treino, alguns receberam o treino requerido enquanto outros, sucumbindo ao seu ego mundano, escolheram continuar nos seus caminhos mágicos e ritualisticos, apesar de terem sido elucidados – elucidação pedida por eles mesmos – em relação a que alguns dos seus métodos e trabalhos estarem em directa contradição com o trabalho oculto da Tradição Alexandrina”. ~ Maxine Sanders

Todo o iniciado consciente anseia e é ganancioso por conhecimento.

Este conhecimento, que deve de ser passado no treino completo, é um conhecimento básico (parte do que chamamos de treino básico) que deve de ser partilhado e ensinado a todos os iniciados da Tradição.

Existem diferenças entre Linhas, as quais são características únicas as mesmas e que por vezes as definem ou definem a forma como estas operam. Note-se que estas características não fazem parte do treino básico, mas são opções de funcionamento da própria linha, por vezes em forma de protocolo ou diferenças em funcionamento e relação entre Covens. O treino básico não é a mesma coisa do que o trabalho natural desenvolvido pelo Coven.

Sendo assim, existem diferenças entre Linhas. Depende dos que as constituem e do percurso que estes tiveram e o treino que obtiveram, assim se irá reflectir nos demais iniciados dessa mesma linha.

Concluindo, sim existem diferenças entre linhas. No entanto o treino básico deve de ser o mesmo. 

Livro Novo - uma nova entrada no diário de Maxine Sanders

Maxine Sanders, Sao Paulo, Brasil 2016

Maxine Sanders, Sao Paulo, Brasil 2016

Maxine Sanders escreveu uma nova entrada no seu blog pessoal. Se quiser consultar o original, pode ler por aqui (http://maxinesanders.co.uk/diary.htm). Fica aqui uma tradução do original. Tradução autorizada directamente por Maxine Sanders do original em língua Inglesa.

Livro novo.
Título provisório. Silêncio quebrado
Muito tem acontecido desde a última vez que escrevi no meu diário; alguns eventos tristes, alguns maravilhosos e outros entediantes e agora tão mágicos que por vezes é difícil aceitar a forma como tudo aconteceu. Bem, de facto não; esse é o caminho da magia.
Victor, o meu filho, teve um derrame cerebral catastrófico, que o deixou gravemente danificado. Depois de muito trabalho, encontrei um apartamento na famosa Abbey Road, em Londres, que me permitiu tirar Victor da ‘Casa de Saúde’ e cuidar dele em nossa nova e encantadora casa mágica. O endereço soa a fama dado a sua proximidade com a Abbey Road Studios, famosos pela gravação dos Beatles, e a passadeira (faixa de pedestre), que hoje em dia atrai os turistas para ter as suas fotos tiradas, à semelhança dos quatro famosos, causando enormes engarrafamentos. A nossa casa não é grande, e para nós é perfeita; Damos graças ao Universo todos os dias pela abundância de bênçãos que preenchem as nossas vidas.
A princípio, tudo era assustador, comprimidos, enfermeiras, médicos, fisioterapeutas e pessoal auxiliar, todos profissionais e eu oprimida pela enormidade do estado de saúde do Victor e pela incrível responsabilidade de cuidar de um homem que ama a vida. 
Graças a Deus, pelo humor e que os pequenos erros que cometi não o mataram.
Demorou cerca de três anos para estabelecer uma rotina e ainda assim, tudo pode mudar de um momento para o outro com a imprevisibilidade da infecção e dos seus devastadores e dolorosos efeitos que podem literalmente levar meses para curar.
Foi um choque saber que as(os) bruxas(os) estavam mais uma vez a provocar travessuras e confusão; Na verdade, não foi choque nenhum. Evidentemente elas não estavam a par das minhas circunstâncias pessoais mas ainda assim, mesmo conhecendo as minhas circunstancias, não acho teria feito alguma diferença. Alex chamava estas(es) bruxas(os) de ‘bando briguento’. Ultimamente, eu gostaria de chamá-las(los) muito pior do que isto. Iniciado ou não, a social media parece despojar algumas pessoas de todas as graças sociais e da sua suposta espiritualidade. Só porque eles estão num grupo fechado ou “secreto”, eles parecem pensar que as suas agitações e confusões são apenas lidos pelos os olhos da ‘mafia’. Se eles soubessem!
Haverá sempre aqueles que tiram um print de tela instantâneo dos posts mais interessantes e enviam-nos para quem? Bem……. Recentemente o meu email está cheio de posts vis e dúplice, que foram capturados e enviados para mim.
E recentemente ... recebi e li uma cópia do livro da “vassoura”*. Tanto as mensagens de prints de tela como o livro da ‘vassoura’ teriam sido tratados com silêncio digno. Infelizmente, os fatos históricos são constantemente retratados de forma falsa. E não me e estranho que supostas "autoridades de renome" recriem eventos que não correspondem à verdade.
Silêncio dignificante não é mais respeitado por aqueles que conhecem os fatos e mesmo assim optam por alterá-los para melhorar a sua própria posição na história.
Se a ilusão e a sugestão maligna não forem desafiadas, os ressentimentos herdados se tornam uma massa de ódio dentro daqueles que não estavam presentes na época e que depois de várias décadas, se tornaram devotos daqueles que continuam a espalhar maldades falsas. Tudo por causa de ciúmes e mentiras que, quando publicadas vezes suficientes se tornam verdade e é assim que a história é corrompida.
Então ... os registos foram acessados, aconselhamento jurídico providenciado e o livro esta em andamento.
Segurem as vossas vassouras que esta vai ser definitivamente uma leitura agitada, hilariante, fascinante e esclarecedora.

*"Writer On A Broomstick, The Biography of Stewart Farrar" de Elizabeth Guerra (Autor), R J Stewart (Foreword), Janet Farrar (Contribuição)

Qualidade e não Quantidade

P. Eu tenho uma duvida pertinente ao tema "Alexandrino ou não". Estaria Maxine dizendo que não há Alexandrinos pós 73? E se sim, isso faz o movimento Alexandrino atualmente bem pequeno?

 

R. Quando Alex deixou Londres em 1972 ele afirmou que seu trabalho na Craft havia acabado. Isso foi reforçado pelo foco de seus trabalhos subsequentes, dentre outros criando a 'Ordine della Luna' e 'Ordine della Nova'; e também por seu retorno ao Coven de Maxine e David para trabalhos voltados a Craft, sempre que ele o via como necessário. E de fato, sempre que ele precisava de um trabalho na Craft, seja para si ou para alguém ele chamaria Maxine, ou a convidaria para Bexhill para fazê-lo.

Um significante motivador de confusão, se dá por conta de seu ego o impedir de abdicar do titulo de "Rei das Bruxas", e das inúmeras pessoas advindas de todo o mundo para experienciar o a Craft deste "Rei". Derrick aproveita-se da situação enquanto trabalhavam juntos, o que torna essas aguas ainda mais turvas. Maxine ainda equilibrava o comportamento deAlex, mas quando ele se mudou para Bexhill isso se tornou desregrado. Este periodo foi a origem das histórias das iniciações "com o toque na testa, sentados num pub" e do "chega de mulheres para mim" em iniciações entre o mesmo sexo numa cama.

Dois casos são dignos de nota neste periodo

1 - Os membros das referidas Ordines, clamavam que a filiação junto a Orden, os conferia também Iniciação à Bruxaria Alexandrina, enquanto que claramente uma nada tinha a ver com a outra.

2 - "Os iniciados na cama" de mesmo generoque passam a iniciar outros mas que não possuiam nenhum treinamento para passar adiante. Ainda que eventualmente estes tanham adquirido Iniciações no 2° & 3° em genero crusado posteriormente, o dano já havia se consumado pela ausência de treino.

Compreensivelmente sendo o aspecto e distinção da 'validade da iniciação' e 'ausência de treino' nublado, alguns 'membros oriundos desta linha' tiveram duvidas acerca de suas iniciações, e em alguns casos algeriza a todo esse assunto.

Dada as o climax acerca desta questão, e nossa apreciação por sua candida pergunta, Maxine responde da seguinte forma:

 

"Os inapropriadamente chamados 'membros da linha' (descendentes seria um melhor termo) de Alex após 1972 eram verdadeiros buscadores da Iniciação na Craft apesar de muitas vezes, terem Iniciadores despreziveis; é triste que um treino adequado não tenha se seguido às suas Iniciações.

Estes fatos não fazem com que a cerimônia de suas Iniciações tenha sido menos potente, do que se tivessem sido treinados nas Artes Mágicas sob a supervisão de um Sacerdote ou Sacerdotisa adequadamente treinados na Tradição Alexandrina

De fato o critcismo advindo do corpo sacerdotal Gardneriano me foi doloroso e descabido, então eu entendo as reações e as feridas causadas pelo questionamento da Iniciação deles ser questionada.

No caso daqueles muitos Iniciados Alexandrinos que não receberam treino direto, posso apenas saudar sua tenacidade na continuidade de seus trabalhos no Circúlo. De qualquer forma, ficou claro quando foi lhes dito que seriam bem vindos a questionar aqueles que foram efetivamente treinados na Tradicão Alexandrina, alguns alegremente aceitaram o treinamento oferecido, enquanto outros apenas sucumbiram aos seus egos mundanos e escolheram continuar sua forma e ritualistica aparte de serem elucidados - atendendo seu próprio pedido - de que alguns de seus trabalhos eram diametralmente contraditórios aos trabalhos praticados no seio da Tradição Alexandrina.

Muitas de suas práticas eram advindas de Vivane Crowley ou Janet Farrar, das quais nenhuma completou seu treinamento na Tradição Alexandrina. Outros assimilaram Ritos e material Gardneriano a suas práticas, e insatisfeitos com o resultado, buscaram um 'dupla-iniciação' 

Não os culpo e talvez tivera feito o mesmo se estivesse em seu lugar, entretanto quando lhes é dada a oportunidade de aprender a essência do Alexandrinismo com a lógica que é pertinente ao trabalho Alexandrino, a ocultista em mim teria agarrado a oportunidade com uma duradoura curiosidade e entusiasmo pela Arte Mágica que me possibilitaria adaptar o recém aprendido conhecimento do modo Alexandrino às minhas proprias praticas.

Texto original em Ingles de Sharon Day e Maxine Sanders

Tradução para a lingua Portuguesa de Rafael Brandão
acerdote da Tradição Alexandrina da Witchcraft
S
ão Paulo, Brasil  

 

RESPOSTA DE MAXINE SANDERS NA CONTINUAÇÃO DOS DESENVOLVIMENTOS CAUSADOS PELO TEXTO ACIMA

Olá,

O silêncio é poderoso.
E tenho me mantido em silencio no desdobrar dos atuais eventos

Agora que Sorita d’Este resignou-se da Tradição Alexandrina de Bruxaria, eu posso responder a aqueles que que se perguntavam o que havia ocorrido.

Mas antes que eu o faça, sinto-me compelida a responder aos indivíduos que se sentiram na necessidade de julgamentos hipócritas (vocês sabem quem são), não apenas ao meu respeito, mas das pessoas próximas a mim.

Alex costumava dizer “Vá direto ao ponto”.

O ponto, que se perdeu neste drama, é que a Sr. d’Este apresentou uma questão a Sharon, pedindo meu ponto de vista num tópico especifico. Nós demos-lhe uma resposta informativa e detalhada de boa-fé e boa-vontade. Isto não foi recebido da mesma maneira que foi dado. Ela sentiu-se ofendida e nos respondeu de maneira rude e desrespeitosa.

Este seria o fim da questão, se não uma difamação de maneira pública não se seguisse.

Após 50 anos de descabido egoísmo e agressiva falácia, eu assumi que detinha o direito de responder à minha maneira e no meu tempo ao invés de atender uma demanda populista.

Entretanto e contanto que fique claro, um maior esclarecimento será feito.

Enquanto isso, aos hipócritas, eu me questiono por quanto tempo teriam mantido o silencio antes de ignorar ou responder a aqueles que espalham inverdades maliciosas e estocam má vontade

O silencio é louvável – até a um certo ponto.

Maxine Sanders

Tradução de Rafael Brandão, Sacerdote da Tradição Alexandrina da Witchcraft
São Paulo, Brasil.

 

TEXTO ORIGINAL EM INGLES

Hello,

Silence is powerful.

 I have remained silent whilst recent events unfolded.

 Now that Sorita d’Este has resigned from The Alexandrian Tradition of Witchcraft, I can respond to those querying what happened. Before I do, I feel it necessary to respond to those individuals who have felt the urge of self-righteous judgment (you know who you are), not only of myself but also of my close associates. 

Alex used to say, “always stick to the point”. 

 The point, which was lost in the drama, was that Ms d’Este presented a question to Sharon asking for my views on a specific topic.  We gave an informative, detailed response in good faith and with good-will.  It was not received in the vein it was given.  Offence was taken and she responded to us in a rude and disrespectful manner.

 That would have been the end of the matter if a public slandering of ourselves had not ensued.

 After 50 years of this egotistical nonsense and aggressive prattle, I take it as an earned right to respond in my own time and manner rather than at the demand of a supervised mob.

 Be assured, however, further clarification will be made on this matter.

 Meanwhile, as for the self-righteous, I wonder how long you would have kept the silence before either giving up or responding to those who spread malicious untruths and garner ill-will.

 Silence is dignified – up to a point. 

 Maxine Sanders

Maxine Sanders visita o Brasil - Conferência da Wicca e Espiritualidade da Deusa 2016

No dia 2 de Junho de 2016, vários membros do Corpo Sacerdotal da Tradição Alexandrina visitaram o Brasil, mais precisamente São Paulo na 11a Conferencia da Wicca e Espiritualidade da Deusa, para fazer algumas palestras e um ritual único, que muito raramente é feito (não se fazia há mais de 20 anos) - um ritual Alexandrino aberto a não-iniciados "A Danca da Vida". Este ritual de magia pura, teve como objectivo não só o trabalho mágico intenso de mais de 400 participantes, mas o de inspirar os que pela primeira vez viram o Corpo Sacerdotal a trabalhar em Circulo. Karagan Griffith e Sharon Day, Sumo Sacerdote e Sumo Sacerdotisa da Tradição Alexandrina da Witchcraft, oficiaram o rito, com a presença de Maxine Sanders, Jimahl di Fiosa e a participação do Corpo Sacerdotal Alexandrino, representantes de 3 países; Brasil, Portugal, Inglaterra e América. 

Para além do ritual aberto, realizaram-se várias palestras e conversas sobre a Tradição Alexandrina da Witchcraft, nomeadamente "O Legado de Alex e Maxine" e "Entre o Cálice e a Lamina" onde Karagan Griffith fala não só da história da tradição e dos seus co-fundadores, mas também sobre a filosofia, ritualística e regras de conduta da Tradição Alexandrina. Para além desta destaca-se as palestras de Jimahl di Fiosa sobre a vida e obra de Alex Sanders, bem como a de Sharon Day sobre "O abuso na Craft - Capas que Ocultam a Corrupção na Craft" numa chamada de atenção para os vários tipos de abuso em Covens, nomeadamente, o uso de sexo em troca de iniciações, ou coação sexual e psicológica dentro de Covens. Francisco de Aragão, Sumo Sacerdote da Tradição Alexandrina em Lisboa, falou sobre os métodos de Cura usados na Tradição Alexandrina e como não podia deixar de ser, Maxine Sanders fez, na abertura do evento, uma sessão de perguntas e respostas, traduzida da língua inglesa para o Português por Karagan Griffith, sessão esta que tocou em aspetos verdadeiramente interessantes dentro de uma perspetiva geral e mais particular dentro da Tradição Alexandrina. 

Este evento foi histórico e de uma beleza que apenas se pode ter um leve vislumbre na sua descrição por palavras escritas. 

Durante anos e anos muitos foram os que clamaram ser "iniciados" da Tradição Alexandrina no Brasil, vindo das mais mirabolantes e estapafúrdias "linhagens" e origens.
Quando Maxine Sanders vem ao Brasil, estes "iniciados" não aparecem, não são vistos em público nem comentam sobre o evento que contou com a presença da co-fundadora da Tradição que eles dizem pertencer.
Por outro lado, centenas de indivíduos que genuinamente querem fazer parte da tradição, viajam centenas de kilometros para ter acesso a talvez um ou dois minutos de conversa com a co-fundadora da Tradição neste evento em São Paulo.

Fica a memoria e o conhecimento adquirido, na troca de experiências e ideias, num evento muito especial, da autoria de Claudiney Prieto, que incansavelmente proporcionou, juntamente com todos os seus iniciados e participantes, uma experiência inesquecível e incomparável.

K.

 

 

 

AS LINHAS ALEXANDRINAS NO BRASIL - LEGITIMIDADE E FORMA

Linhas e Linhagens - a legitimidade da Tradição Alexandrina no Brasil

Ao longo de vários anos, o Brasil tem sido palco das mais diversas fraudes, no que diz respeito a Wicca Tradicional. No decorrer dos anos, varias "linhagens" Alexandrinas vieram a superfície, e vários "iniciados" tomaram voz, clamando ter sido iniciados numa ou noutra linha Alexandrina.

Por volta de 2007, eu criei uma Lista Privada para a Tradição Alexandrina, a Network Alexandrina. Esta Lista foi criada com o intuito de aproximar os Alexandrinos de todo o mundo e os incluir num mesmo lugar, para que pudessem discutir e trocar impressões sobre as suas técnicas, protocolo e os vários procedimentos Alexandrinos. Em apenas um ano, a lista cresceu para conter centenas de Iniciados Alexandrinos dos quatro cantos do Mundo, representantes de varias linhas espalhadas por mais de 20 países, provenientes e iniciados de varias épocas, desde os anos 60 ate aos anos 2000. Nesta lista são apenas admitidos Iniciados validos e verificados. As linhagens são verificadas junto das centenas de iniciados, inclusive junto de Maxine Sanders. Maxine, que ainda hoje nos aconselha e guia, sempre esteve a disposição para perguntas de esclarecimento, inclusive sobre linhagens.

No Brasil, surgiram algumas "linhagens" que, de uma forma ou de outra, foram submetidas a questionamento na Lista de Alexandrinos para verificação.

Surgiram varias vertentes: Linhagens provenientes da Ordine dela Luna (Ordem criada por Alex Sanders e Derek Taylor), linhagens provenientes de Vivianne Crowley, e outras linhagens que nem se sabe ou reconhece a proveniência. No inicio, e quando eu comecei a contactar com o Brasil, fiquei entusiasmado com as noticias de que existiam Iniciados Alexandrinos no Brasil. Rapidamente percebi que ou estavam a mentir ou a linhagem não era verificada ou ate mesmo invalida. Desde erros de nomes, criação de linhagens falsas com nomes lidos em livros, ate a linhagens onde a sucessão de iniciados não seguia o padrão normal, eu vi de tudo.

Com esta óptima ferramenta - a Lista de Alexandrinos - com acesso a centenas de iniciados das mais diversas Linhas Alexandrinas, incluindo a de Vivianne Crowley, seria muito fácil e rápido verificar quem era de facto legitimo.

Infelizmente, nenhum dos que encontrei se revelaram legítimos ou verificáveis.

Infelizmente, as Linhagens "Alexandrinas" destes indivíduos revelaram-se como sendo fraudes ou com duvidas e substancial falta de provas para que pudessem ser verificadas como legítimas. Já para não falar nas atitudes e comportamentos de ditos "Alexandrinos" Brasileiros em que o desconhecimento do protocolo e comportamento Alexandrino, revela uma evidente falta de treino e provavelmente de iniciação válida na Tradição.

Ainda hoje existem indivíduos a reclamar iniciação Alexandrina no Brasil, mesmo quando lhes foi dito que a linhagem que apresentam não é verificável ou valida junto dos Iniciados Europeus ou Americanos.

Ate onde sabemos, hoje no Brasil existe apenas duas Linhas/Linhagens verificada como legitimas Alexandrinas, com ligação directa a Alex e Maxine Sanders, e essas são a Linhagem de Boston/Maxine Sanders e uma segunda Linha de origem Irlandesa.

Ate a esta data, não se conseguiu verificar mais nenhuma linha Alexandrina no Brasil como sendo legitima. Como tal, gostaria de fazer um aviso; cuidado com quem se diz ser Iniciado Alexandrino. Os iniciados Alexandrinos no Brasil são conhecidos e facilmente contactáveis. Qualquer duvida acerca de alguém que se diz Alexandrino, perguntem aos iniciados Alexandrinos que estão presentes no grupo Tradição Alexandrina da Witchcraft no Facebook.

Verificação é essencial para evitar situações lamentáveis em que indivíduos enganam e continuam enganando aqueles que buscam de forma sincera fazer parte do Corpo Sacerdotal da Tradição Alexandrina da Witchcraft.

Linhagens - umas melhores outras piores?

Existem de facto Linhas ou Linhagens melhores ou piores?
Em primeiro lugar temos de entender o que é uma Linhagem e como ela é formada. Uma Linhagem é formada quando um par de Altos Iniciados (Sumo Sacerdote e Sumo Sacerdotisa) dão uma origem única (de forma comum em termos geográficos) a uma sucessão de Covens a partir de um Coven origem; por exemplo o primeiro Coven Alexandrino de Boston, o qual deu origem a vários outros. Estes Covens tomam a sua linha comum (nome do primeiro Coven origem) como sendo a sua Linhagem. As Linhagens acontecem quando Covens se estabelecem pela primeira vez em territórios geográficos ou dentro do mesmo território/pais em sítios diferentes. Exemplos disto seria a Linha de Boston, a Linha do Rio de Janeiro, ou a Linha de Lisboa. 

Mas quais as diferenças entre estas Linhas? 

Esta é uma pergunta simples com uma resposta complexa. 
Um dos pontos fundamentais na Craft é o treino ou a formação de um iniciado, tanto pratico como teórico, feito num circulo em Coven. O sucesso e proficiência de um(a) bruxa(o) depende não so de um treino completo mas da capacidade e iniciativa da(o) Iniciada(o) em trabalhar o material que lhe foi facultado, progredindo assim a níveis de desenvolvimento espiritual na sua pratica em Circulo. Alguns destes Iniciados irão-se tornar professores da Craft e ensinar a outros o que lhes foi ensinado a eles.

Infelizmente existem péssimos professores.
Felizmente existem excelentes professores.


Maus professores podem se-lo por varias razoes; uma delas será porque foram ensinados por um mau professor também. A responsabilidade do material que é passado esta no professor e se esse material esta incompleto ou corrompido, o aluno recebe-o desta forma e ira passa-lo da mesma maneira. No entanto, é também da responsabilidade de qualquer iniciado corrigir estas lacunas, procurando colmatar as falhas que encontra no seu próprio treino para que possa passar aos seus alunos um conhecimento integro e completo.

Assim, e nesta ordem de ideias, um Iniciado que ira ser responsável pela fundação de uma linha, se este for mal preparado, com treino faltoso ou incompleto, ira passar o mesmo aos que o sucedem na mesma linha. Assim a linha se torna (por vezes de forma involuntária) faltosa em termos de treino. Os Iniciados destas linhas que são conscientes desta falha, irão eventualmente procurar colmatar esta lacuna e procurar mais treino.

Todo o iniciado consciente anseia e é ganancioso por conhecimento.

Este conhecimento que deve de ser passado no treino completo é um conhecimento básico (parte do que chamamos de treino básico) que deve de ser partilhado e ensinado a todos os iniciados da Tradição.

Existem diferenças entre Linhas, as quais são características únicas as mesmas e que por vezes as definem ou definem a forma como estas operam. Note-se que estas características não fazem parte do treino básico, mas são opções de funcionamento da própria linha, por vezes em forma de protocolo ou diferenças em funcionamento e relação entre Covens. O treino básico não é a mesma coisa do que o trabalho natural desenvolvido pelo Coven.

Sendo assim, existem diferenças entre Linhas. Depende dos que as constituem e que percurso estes tiveram e o treino que obtiveram, assim se ira reflectir nos demais iniciados dessa mesma linha.

Karagan Griffith. Todos os Direitos Reservados 2016

INICIAÇÃO - UM CAMINHO DE DEDICAÇÃO E VOCAÇÃO

Quantas vezes ouvimos: "quero ser Iniciado", mas quantas vezes ouvimos: "estou disposto a entregar-me em pleno, em dedicar-me ao estudo, á reflexão, ao trabalho, á prática diária, á abdicação de grande parte de momentos sociais com amigos, familia e conhecidos? Poucas ou nenhumas!
Procurar Iniciação na Wicca Tradicional Não É algo que deve ser decidido de Ânimo Leve.
O Caminho implica Plena Entrega, Disciplina, Atitude e Comportamento. A transformação desejada não se encontra em qualquer prateleira de supermercado, que se pode comprar, levar para casa, colocar ao lume e consumir, para que se produza. Existem escolhas, mudanças de prioridades, alterações interiores e exteriores, todas elas marcadas pela escolha consciente que não se traduz meramente em palavras, mas sim em actos e atitudes.
Facilitismo não é o caminho da Wicca Tradicional.
A Escolha Consciente é ou deverá ser a Regra, o ponto de partida, uma vez escolhido o Caminho e Aberta a Porta as Responsabilidades são potenciadas quer exteriormente quer Interiormente.
Outras vezes ouvimos e somos confrontados com a ideia de que "não existem regras", "não existem hierarquias", "que tudo se pode fazer desde que não se prejudique ninguém", como se estivessemos perante uma Prática Caótica, onde tudo é possível e desejável, nada poderia ser tão errado.
Existem sim Hierarquias a Respeitar, embora não se confundam com "práticas ou realidades absolutistas"; pode-se fazer tudo? claro que sim, desde que o consigas fazer de forma Consciente e Responsável e que o Saibas Fazer. e é aqui que entra a aprendizagem.
Tão ou mais importante que a Iniciação em Si mesma, é o Período que a antecede, é durante essa fase que se toma Consciência de que de facto é esse o Caminho Escolhido, é durante esse período que a reflexão e o estudo assumemparticular importância, é durante esse período que se inicia o trabalho de terraplanagem do solo, onde depois serão ecavados os locais onde os alicerces do edifício serão colocados, para que mais tarde a realidade não nos mostre um "castelo de areia" frágil embora embelezado exteriormente por retóricas e frases feitas, desprovidas de real significado.
Ah...então o melhor é ser "eclético"-solitário...dá menos trabalho, faço o que quero e quando quero, sem o peso disciplinador de regras, preceitos a serem cumpridos.
Por mim tudo bem, se esse é o teu caminho, então Sê-o, mas não digas nem te assumas como fazendo parte de forma legitima da Wicca Tradicional, pois existe de facto uma "linha que nos Separa"; e quando alguém te pedir confirmação-vouch daquilo que dizes que és, por favor não te ponhas a inventar Linhagens, Nomes porque tarde ou cedo "o feitiço vira-se contra o "feiticeiro".

José Antonio
Sacerdote da Tradição Alexandrina da Witchcraft
Lisboa

O Homem nas Escadas do Templo

Na parte norte da cidade de Pompeia situava-se o Templo de Apolo. Nas escadas deste Templo, vivia um homem jovem que não tendo mais nenhum sitio onde passar as suas noites, se encolhia junto da porta do Templo. Os Sacerdotes do Templo conheciam-no bem, e por caridade deixavam-lhe comida todas as manhas antes de sair para recolher a agua lustra para as lavagens da câmara principal. Mês após mês, o homem recolhia-se nas escadas do Templo, ouvindo os ecos das conversas dos Sacerdotes que chegavam a porta. Expressões e preces, ecoavam desde a câmara principal ate a porta e o homem ouvia com atenção, tentando perceber e fazer sentido dos ecos. Passado algum tempo, o homem decidiu que quando os Sacerdotes saíssem do Templo, ele iria-lhes perguntar sobre as preces, sobre a vida do Sacerdócio, sobre a natureza dos Deuses, e os mistérios da vida e da morte. Inspirado pelos ecos que ouvia durante a noite, o homem saia das escadas e pregava aos que passavam na Via principal como um louco, interpretando os ecos ouvidos no Templo, e falando sobre os Deuses e sobre os rituais e o Templo. Todas as manhas, antes dos Sacerdotes descerem as escadas, ele ouvia com atenção os ecos que chegavam das preces a Apolo. Ele ouvia apenas ecos e mesmo quando não ouvia tudo, tentava interpretar os ecos e substituir o que ouvia por palavras que lhe faziam sentido. Ele queria perceber, queria fazer o mesmo que os Sacerdotes do Templo faziam, queria perceber os mistérios que eram guardados na câmara principal. Queria dedicar-se a Apolo. Um dia, decidido em fazer parte do Sacerdócio, ele perguntou aos Sacerdotes, assim que estes apareceram, como poderia ele fazer parte do Templo. Como poderia ele entender os mistérios da câmara principal e juntar-se a eles, como poderia ele entender os mistérios da vida e da morte?

Um dos Sacerdotes mais velhos aproximou-se dele e disse-lhe:

– Salve amigo. Vejo que tens um coração puro mas ainda fechas os olhos quando o brilho do Sol te toca nos olhos pela manha. Sem entenderes a escuridão, não poderás perceber a Luz. 

– Eu quero fazer parte do Templo, quero saber e quero entender.

E o velho Sacerdote respondeu:

-Saber e entender são duas coisas diferentes. Tu sabes quem Apolo é, mas não o entendes. Para seres um Sacerdote tens de passar pelos ritos de consagração no Templo, tens de renunciar a vida mundana e tens de fazer sacrifícios. Tens de te transformar para que possas entender e não apenas saber. 

– Mas eu só quero perceber o que se passa la dentro. Quero perceber os mistérios.

E o velho Sacerdote respondeu: 

– Ícaro fez o mesmo e caiu. Não podes olhar o Sol directamente sem chorar. Choras porque a Luz queima aqueles que a olham directamente e se o fizeres mais do que uma vez e sem saberes como o fazer, ficas cego. 

– Mas eu entendo quem é Apolo, eu sei dos seus mistérios. São os mistérios mais profundos, os mistérios da vida e da morte que eu quero entender.

– Para isso terás de fazer o sacrifício e juntares-te ao Sacerdócio através dos ritos Sagrados. A escolha é tua – podes olhar o Sol directamente e tentar ver para alem dele, tentar perceber o que reside para alem da Luz. O mais provável é que fiques cego. Se te juntares a nos como irmão do Templo, terás de passar pelo Sacrifício e levar uma vida de trabalho e dedicação ao Templo e ao Deus.

– Mas não poderei eu perceber os mistérios sozinho?

– Podes, claro. Mas o teu “perceber” será limitado e provavelmente levar-te-á á loucura, pois os mistérios dos Deuses são maiores do que a vontade do homem e se a tua vontade for grande e se fores sábio, passarás as portas do Templo para que não fiques cego.

O homem ficou calado a reflectir. O velho Sacerdote sorriu, olhou o Sol e desceu devagar as escadas do Templo para se juntar aos outros Sacerdotes que há muito já se tinham ido e perdido na multidão. 

O homem nunca entrou no Templo, apesar do velho Sacerdote ter uma esperança secreta que ele o fizesse. O seu velho coração saltou, e ele sorriu, lembrando-se que ele próprio viveu naquelas mesmas escadas há muitos anos atrás. A diferença entre ele e o homem das escadas, é que ele passou por entre os dois pilares e juntou-se aos Sacerdotes. A vida do Templo não é para todos, e certamente que nem todos eram talhados para o Templo.

O homem das escadas continuou nas escadas por muito tempo e passado alguns anos, juntou-se ao exercito para defender a cidade e para garantir não ficar com fome nunca mais. Depois de alguns anos, ele voltou ao Templo, e subiu as escadas ate meio. Lembrou-se das palavras do velho Sacerdote. Ele entendia agora o que ele queria dizer. Nem todos pisarão os mármores sagrados das câmaras principais. Existem apenas alguns que o fazem, não por serem melhores, mas por serem mais generosos, pois abdicam de si próprios para que os outros possam desfrutar dos Templos. O homem das escadas, agora soldado, virou-se e desceu as escadas a chorar – agora ele entendia.

Karagan Griffith

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